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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

EXCLUSIVO - Punks, piratas e a
revolução da cerveja artesanal

James Watt e Alan Martin Dickie tinham 24 anos quando decidiram fundar a BrewDog "na garagem de casa", em 2007. James se intitulou "chefe das coisas (chief of stuff, trocadilho com chief of staff, chefe da equipe) e Martin passou a ser o "pirata cervejeiro" (beer pirate). Quatro anos depois, a empresa é a segunda maior cervejaria independente da Escócia e continua crescendo e inventando cervejas cada vez mais impressionantes.

Ao longo deste período, eles já deram muito o que falar - para saber mais, a visita ao blog dos caras é obrigatória. São radicais. Estão em guerra contra as grandes indústrias cervejeiras e suas pilsners sem gosto e sem personalidade e em busca de aliados para a revolução da cerveja artesanal. Nesta entrevista, a primeira a um jornalista brasileiro (coisa que você só vê aqui no 700Cervejas), o fundador da empresa, James Watt, explica os ideais da cervejaria mais punk do mundo e, de quebra, revela qual é a cervejaria brasileira favorita deles!

sábado, 17 de setembro de 2011

'Cê pensa que cerveja é água?
Cerveja não é água, não...


A experiência da Samichlaus, com seus 14% de álcool – a mais forte que tinha bebido, até então, era a francesa Beelzebub, com 13%  – provocou reflexões. Quando descobri cervejas com 10%, 12% de álcool, passei a questionar os pseudo-machões biriteiros que dizem que não vão de cerveja porque é uma bebida fraca. Comecei a meditar a respeito. Se é álcool que querem... afinal, qual a cerveja mais forte do mundo? Quanto ABV (Alcohol by volume, pra ser chique) tem a dita-cuja?

A pergunta só podia me levar à inigualável precisão britânica do Guinness Book of Records. E lá estava: "Cerveja mais forte já vendida (Strongest beer ever sold)". No ano passado, a "cervejaria artesanal libertina" Brew Dog colocou no mercado a The End of History (O Fim da História). Se o nome já assusta, preste atenção no teor alcoólico: 55%.